Quão difícil é escalar o Everest?
Escalar o Everest é um dos maiores desafios físicos, mentais e financeiros do mundo. É uma montanha muito alta, o ar é rarefeito e o clima pode mudar rapidamente. Os alpinistas são obrigados a suportar temperaturas negativas, áreas geladas e perigosas, rajadas de vento e o risco de sofrerem com o mal da altitude. Além disso, precisam de semanas de treinamento, equipamentos adequados, assistência profissional e um orçamento considerável antes da escalada.
Embora equipamentos modernos, cordas fixas e previsões meteorológicas avançadas tenham aumentado o sucesso nas escaladas ao cume, o Everest continua sendo uma empreitada séria e perigosa. Nem todos devem tentar escalar a montanha mais alta do mundo. Somente pessoas com sólida preparação, experiência adequada e boa resistência física devem tentar.
Este guia irá ilustrar a dificuldade de escalar o Everest, por que é difícil e o que os alpinistas devem saber antes de tentar a escalada.
Taxas de sucesso e mortalidade
Escalar o Everest tornou-se mais seguro nos últimos anos, e a taxa de mortalidade demonstra que a montanha está mais segura do que no passado. Hoje, mais de dois terços dos alpinistas que ultrapassam o Acampamento Base conseguem chegar ao cume.
Este é um grande passo na direção certa em comparação com as décadas anteriores, em grande parte devido a equipamentos aprimorados, cordas pré-determinadas, fornecimento de oxigênio, previsões meteorológicas e visitas guiadas.
No entanto, aproximadamente 1% a 1.2% dos alpinistas morrem no Everest e, portanto, o perigo não foi subestimado.
Taxas de sucesso e mortalidade
O tráfego e o sucesso da rota também desempenham um papel importante. O lado nepalês é muito mais congestionado e recebe um número muito maior de alpinistas em comparação com o lado tibetano. As taxas de sucesso na rota do colo sul são de aproximadamente 60 a 70%, e na crista norte, ocasionalmente, são maiores.
A principal época para escaladas é a primavera, e as escaladas de outono são menos bem-sucedidas devido ao clima instável.
As causas de morte são frequentemente diferentes do que as pessoas esperam. A grande maioria das mortes não ocorre devido a avalanches ou quedas, mas sim devido ao mal da altitude, exaustão, frio extremo e problemas de saúde durante a descida.
Em suma, escalar o Everest é difícil não apenas devido à habilidade necessária para a escalada, mas também devido à altitude, ao clima, à logística complexa, à superlotação e ao perigo constante.

Desafios fisiológicos: altitude e aclimatação
Escalar o Everest não é apenas uma questão de habilidade técnica. O mais difícil é a resposta do corpo humano à baixa oxigenação e à altitude elevada. É essencial que os alpinistas preparem bem seus corpos para que possam sobreviver nessas condições.
altitude extrema (hipóxia)
O pico do Everest mede 8,849 metros de altura e está localizado na zona da morte, que possui baixíssimo teor de oxigênio. A pressão atmosférica nessa altitude é aproximadamente um terço da pressão ao nível do mar, tornando a respiração extremamente difícil.
Os alpinistas têm grande probabilidade de desenvolver Mal Agudo da Montanha (MAM) sem a devida aclimatação, o que pode causar dor de cabeça, náusea, tontura e até fadiga.
Caso a condição se agrave, pode causar edema pulmonar de alta altitude (HAPE, na sigla em inglês) ou edema cerebral de alta altitude (HACE, na sigla em inglês), que são condições potencialmente fatais.
Os alpinistas que não são muito fortes experimentam sensações de fraqueza, confusão e exaustão nessa altitude.
Cronogramas de aclimatação
Para mitigar os riscos da altitude, os alpinistas seguem um programa progressivo de aclimatação que normalmente dura de 6 a 8 semanas. Eles sobem para acampamentos mais altos e depois descem para acampamentos mais baixos para descansar.
Essa técnica de subir alto e dormir em altitudes mais baixas ajuda o corpo a se adaptar ao ar rarefeito antes do cume final.
Fitness e treinamento
A escalada do Everest exige excelente preparo físico, resistência e força psicológica. A maioria dos alpinistas passa de 6 a 12 meses treinando e se acostumando com outras montanhas altas antes de escalar o Everest.
Idade e considerações de saúde
O sucesso também é influenciado pela idade e pela saúde. Os alpinistas com mais de 50 anos estão mais ou menos propensos a correr riscos; portanto, um bom condicionamento físico e a liberação médica são imprescindíveis antes de colocarem os pés no Everest.
Desafios técnicos de escalada
O Everest não é a montanha mais tecnicamente desafiadora do planeta, mas apresenta diversos aspectos complexos e perigosos. Os alpinistas precisam atravessar encostas íngremes de neve e gelo, além de cristas rochosas, carregando equipamentos em altitudes excepcionalmente elevadas e correndo o risco de desidratação.
Rota do Col Sul (lado nepalês)
A rota mais popular para o cume é a rota do Colo Sul. A Cascata de Gelo de Khumbu é um dos aspectos mais perigosos e consiste em uma geleira em constante mudança, com profundas fendas e enormes blocos de gelo. Escadas e cordas fixas, instaladas pelas equipes de sherpas, são usadas pelos alpinistas para atravessá-la.
Em seguida, eles vão para a Face do Lhotse para ultrapassar os acampamentos. O último trecho até o cume começa com cristas e áreas desprovidas de vegetação, como a Travessia da Cornija e a região do Degrau de Hillary. Há um excelente suporte médico e de resgate nos acampamentos-base; no entanto, estes são extremamente lotados.
Estrada Northeast Ridge (lado tibetano)
Não há cascata de gelo na rota Norte, e o percurso apresenta trechos íngremes de rocha conhecidos como Primeiro e Segundo Degraus. Para atravessar essas áreas com pouco espaço, os alpinistas precisam usar cordas fixas e escadas.
Essa é uma rota menos movimentada, com ventos mais extremos e sem serviço de resgate de helicóptero acima do acampamento base.
Tempo e vento
O clima no Everest é extremamente instável. O vento é bastante forte a 8,000 metros de altitude, podendo ultrapassar os 100 km/h, e a temperatura pode cair para -40 °C. Os alpinistas costumam esperar por breves períodos de bom tempo na primavera antes de tentarem chegar ao cume.
Logística e Custos
Escalar o Monte Everest não é apenas fisicamente exigente, mas também demorado, requer planejamento cuidadoso e um orçamento considerável. Cada expedição inclui uma série de autorizações, guias, equipamentos especiais e semanas de treinamento antes da escalada.
Licenças e taxas
A escalada do Everest é rigorosamente regulamentada pelos governos. A permissão para escalar o Everest no Nepal custa aproximadamente US$ 11,000, além de um depósito reembolsável de US$ 4,000 para o lixo, caso os alpinistas tragam seus resíduos de volta.
Do lado tibetano, as licenças geralmente custam entre US$ 16,000 e US$ 18,000. Centenas de licenças são emitidas anualmente, gerando milhões de dólares em receita.
Devido ao aumento da aglomeração na montanha, crescem as discussões sobre a redução do número de autorizações para escalada no futuro.
Guias e suporte
A maioria dos alpinistas que participam de expedições comerciais são guiados por profissionais. Normalmente, cada alpinista conta com pelo menos um sherpa ou carregador de altitude, responsável por transportar suprimentos, instalar cordas e auxiliar na subida ao cume.
Uma expedição média ao Everest custa entre US$ 30,000 e US$ 50,000, incluindo guias, oxigênio, alimentação e logística, enquanto expedições de luxo custam mais de US$ 100,000.

Equipamentos
Os alpinistas precisam de equipamentos especiais para grandes altitudes, incluindo um macacão de plumas, botas isolantes, crampons, arnês, capacete, óculos de proteção e um saco de dormir para frio extremo. Também necessitam de sistema de oxigênio e máscara, reguladores, barracas, GPS e um kit médico. A maioria das equipes possui telefones via satélite e câmaras de pressão portáteis para casos de emergência.
Cronograma da expedição
A duração de uma expedição completa ao Everest é normalmente de 6 a 8 semanas. Ela começa com a preparação em Katmandu, seguida por uma caminhada de 10 a 12 dias até o Acampamento Base.
Os alpinistas passam então algumas semanas em rotações de aclimatação entre os acampamentos. A última tentativa de cume é feita após um período de antecedência de 4 a 6 dias, quando o tempo está bom, e então inicia-se a descida, a caminhada até Lukla e o voo de volta para Katmandu.
Condições meteorológicas e riscos objetivos
O Monte Everest não é desafiador apenas pela altitude, mas também pelas condições climáticas hostis e pelos perigos naturais. A melhor época para escalá-lo é na primavera, de meados de abril ao final de maio, quando os ventos são menos intensos. Mesmo nessa época, podem ocorrer tempestades repentinas, nevascas e temperaturas abaixo de zero.
As noites no cume são muito frias, podendo chegar a -40°C, e os ventos podem dificultar bastante a escalada. Os alpinistas monitoram atentamente as condições meteorológicas e aguardam breves janelas de bom tempo para tentar o cume.
A Cascata de Gelo de Khumbu pode ser considerada uma das áreas mais perigosas do lado nepalês. Trata-se de uma geleira em constante movimento, com profundas fendas e torres de gelo instáveis. Os alpinistas a atravessam de manhã cedo, quando o gelo está mais estável, embora ainda seja imprevisível e perigosa.
Outros perigos incluem avalanches e queda de gelo. O colo sul e as encostas ao redor podem sofrer avalanches, principalmente após fortes nevascas. Queda de gelo e deslizamento de rochas também podem ocorrer com o aumento da temperatura durante o dia.
Devido a esses perigos, os alpinistas precisam estar em alerta constante. O resgate no Everest também é difícil. Os helicópteros só conseguem acessar um número limitado de altitudes elevadas e, além dos acampamentos de altitude, os alpinistas geralmente buscam a ajuda de seus companheiros de equipe ou guias sherpas.
Fatores Humanos: Aglomeração e Tomada de Decisão
Escalar o Everest não é uma tarefa simples; os fatores físicos não são os únicos desafiadores, mas os fatores humanos, como a superlotação e a tomada de decisões, também contribuem em grande medida.
Nos últimos anos, o número de alpinistas cresceu exponencialmente. Quando a montanha está lotada, centenas de alpinistas podem tentar chegar ao cume no mesmo dia. Em 2019, quase 400 alpinistas estavam na fila perto do cume. Esse fluxo intenso pode fazer com que os alpinistas esperem por horas na zona da morte, onde o nível de oxigênio é extremamente baixo e as temperaturas são congelantes. Isso torna a escalada mais exaustiva e perigosa.
A montanha também desempenha um papel crucial na tomada de decisões. Inúmeros acidentes ocorrem devido à falta de atenção a sinais de alerta, como mau tempo, exaustão ou mal de altitude. Guias experientes geralmente estabelecem um tempo limite rigoroso para o retorno, garantindo que os alpinistas possam voltar em segurança antes que as condições se tornem perigosas. A decisão de retornar pode salvar vidas.
A segurança também é influenciada por expedições comerciais e pelo nível de experiência. Como as expedições ao Everest são caras, mas acessíveis, alguns alpinistas sobem a montanha sem experiência em grandes altitudes. Isso pode aumentar os riscos para toda a equipe.
Outra questão é a segurança dos sherpas e carregadores. Os sherpas carregam cargas pesadas, instalam cordas fixas e trabalham nas partes mais perigosas da montanha. Várias pessoas morreram enquanto prestavam apoio a expedições, o que levantou questões relacionadas à segurança e ao tratamento.
Treinamento e Preparação
É imprescindível um treinamento e preparação rigorosos antes de escalar o Monte Everest. Devido à imponência e aos perigos da montanha, os alpinistas devem preparar o corpo e a mente com meses de antecedência. Normalmente, recomenda-se um período mínimo de treinamento estruturado de 6 a 9 meses para tentar escalar o Everest.
Um dos componentes mais importantes do treinamento é a resistência aeróbica. Eles estão acostumados a desenvolver resistência com caminhadas de 4 a 8 horas, corridas ou subidas de escadas. Isso os ajuda a caminhar várias horas sem parar no dia da escalada ao cume.
Também é necessário realizar treinamento de força. Agachamentos, afundos e exercícios para o core ajudam a melhorar a estabilidade e o equilíbrio durante a escalada em neve e gelo íngremes. As mochilas pesadas também são usadas por muitos alpinistas como forma de treinamento para carregar o equipamento.
Outro passo importante é o treinamento em altitude. Os alpinistas geralmente treinam em montanhas menores, em torno de 6,000 a 7,000 metros, e são auxiliados por tendas especiais projetadas para altitude, para que seus corpos possam se adaptar à baixa concentração de oxigênio.
Há também o aspecto técnico das habilidades, como o uso de crampons, piolets e cordas fixas, que precisam ser praticadas antes da expedição.
Por fim, o preparo psicológico é igualmente necessário. A escalada do Everest pode levar semanas; portanto, os alpinistas devem ser pacientes, disciplinados e ter a capacidade de permanecer calmos e concentrados mesmo em circunstâncias extremamente difíceis.

Mitigação de Riscos e Emergências
Escalar o Everest é arriscado; existem diversas estratégias adotadas pelos alpinistas para minimizar os riscos e lidar com emergências. Planejamento, tecnologia e colaboração contribuem para aumentar a segurança nas montanhas.
Um dos equipamentos de segurança mais importantes é o oxigênio suplementar. Em altitudes acima de 8,000 metros, a maioria dos alpinistas utiliza oxigênio engarrafado, já que o ar nessas altitudes é muito rarefeito. O oxigênio facilita a respiração dos alpinistas e minimiza a exaustão na zona da morte.
A previsão do tempo também é importante. As previsões de satélite, obtidas constantemente pelas equipes, podem ser usadas para prever curtos períodos de tempo estável, também conhecidos como janelas meteorológicas. Os alpinistas aguardam essas janelas de segurança antes de tentarem chegar ao cume.
A escalada torna-se mais segura com o uso de cordas fixas e sistemas de rotas. Escadas, cordas e trilhas sinalizadas são instaladas na montanha por equipes de sherpas. Essas linhas fixas são usadas pelos alpinistas para se manterem afastados de áreas perigosas e minimizar as chances de queda.
Outra regra de segurança é a gestão do tempo. Os guias estabelecem cronogramas muito rígidos para garantir que os alpinistas cheguem ao cume antes que o clima ou o cansaço os afetem.
O resgate e o apoio médico são limitados, mas ainda podem ajudar os alpinistas em emergências. O lado nepalês tem capacidade para resgatar alpinistas de helicóptero a partir de alguns dos acampamentos mais altos, e o Acampamento Base possui uma clínica médica para tratar o mal da altitude.
Apesar das medidas, ainda existe a possibilidade de uma emergência e, nesse caso, o trabalho em equipe, os dispositivos de comunicação e um bom preparo são as únicas coisas que podem ajudar os alpinistas.
Comparação de rotas: Colo Sul vs. Crista Norte
Existem duas rotas principais para escalar o Monte Everest: a rota do Colo Sul, no Nepal, e a rota da Crista Norte, no Tibete (China). Ambas são consideradas vias normais para chegar ao cume, mas diferem em termos de dificuldade, segurança, número de pessoas envolvidas e logística.
| Atributo | Colo Sul (Nepal/Crista SE) | Colo Norte (Tibete/Cume Nordeste) |
| Cúpulas (2025) | 731 no total (clientes e sherpas) | 120 no total (somente cidadãos chineses) |
| Taxa de sucesso (membros) | 63% (primavera de 2025) | 86% (primavera de 2025) |
| Índice de mortalidade | 1.1-1.2% | 1.0-1.1% |
| Aproximação e acampamento base | Caminhada de 10 dias (voo de Lukla) até o acampamento base a 5364 m | Jeep/4x4 até BC a 5150 m |
| Acampamentos Altos (m) | Acampamento 1: 6065, Acampamento 2: 6400, Acampamento 3: 7200, Acampamento 4 (South Col): 7900 | Acampamento 1: 6100, Acampamento 2 (Col Norte): 7000, Acampamento 3: 7600 (aprox.) |
| Grandes perigos | Cascata de gelo e seracs de Khumbu (Acampamento 1); travessia Hillary/Cornice (8840 m); fendas na geleira | Primeiro/Segundo Degraus (rocha entre 8000 e 8600 m); ventos fortes na crista; sem acesso para resgate acima do Acampamento Base. |
| Cordas/Escadas Fixas | Sim, nas escadas da Cascata de Gelo e nos cumes superiores. | Sim, para a escada Second Step e linhas de cumeeira. |
| Resgate de helicóptero | Disponível até o Acampamento III (23,500 m) | Nenhuma área acima do Acampamento Base (uso de helicóptero proibido) |
| Aglomeração | Muito alto (centenas nas noites de cume) | Moderado (menos escaladores; nenhuma equipe estrangeira na primavera de 2023, exceto as chinesas) |
| Clima/Estação | O período pré-monção (abril-maio) é a principal janela de oportunidade; o acampamento base fica mais quente, com mais neve à tarde. | Temporada semelhante; acampamento base mais frio (latitude mais alta) e ventos mais fortes, mas rota mais curta. Noite de cume. |
| Logística/Custo | Permissão: US$ 11 (Nepal), depósito de US$ 4; taxas do Parque Nacional de Sagarmatha; guia sherpa essencial; equipamento de camping da Colúmbia Britânica versus pousadas de chá até Tengboche. | Permissão acima de US$ 18 mil (China); oficial de ligação chinês obrigatório; logística mais simples para a Colúmbia Britânica; menos contratação de moradores locais. |
| Popularidade | De longe a rota mais escalada (96% dos cumes modernos) | Menos tráfego; atrai alpinistas experientes, escaladas frequentemente sem multidões (2/3 dos cumes historicamente se encontram no lado nepalês). |
De modo geral, os dois caminhos são difíceis de uma forma ou de outra. O lado nepalês é mais ativo e bem estruturado, enquanto o lado tibetano não é tão ativo, mas é acidentado e isolado.
Considerações Éticas e Ambientais
O Monte Everest tornou-se uma importante questão ambiental e ética devido à sua crescente popularidade. Os impactos da montanha sobre as populações locais aumentam ainda mais à medida que mais e mais alpinistas se esforçam para alcançar o cume a cada ano.
Impacto ambiental e resíduos
Um dos problemas é o lixo abandonado na montanha. Cada membro da expedição poderá gerar vários quilos de resíduos, incluindo cilindros de oxigênio vazios, embalagens de alimentos, barracas rasgadas e dejetos humanos. Esse lixo se acumulou ao longo dos anos nas encostas do Everest.
Para ajudar a resolver esse problema, o Nepal introduziu um depósito para lixo, que custa aos alpinistas US$ 4000, e eles só podem reaver o dinheiro caso levem seu lixo de volta. Toneladas de lixo foram removidas por meio de campanhas de limpeza na montanha, mas as consequências da preocupação ambiental ainda são sentidas.
Políticas de aglomeração e autorização
O Everest pode ficar extremamente congestionado devido à falta de um controle rigoroso sobre as permissões de escalada atualmente. Isso representa riscos à segurança e levanta a questão do equilíbrio entre a receita do turismo e a segurança dos alpinistas, bem como a preservação ambiental.
bem-estar dos sherpas
O processo de Sherpa Os guias são essenciais nas expedições ao Everest. Eles carregam cargas pesadas, reparam cordas e podem trabalhar nas partes mais perigosas da montanha. Nos últimos anos, tem havido uma maior conscientização sobre a segurança desses profissionais, a importância de uma remuneração adequada, seguro e boas condições de trabalho.
Conselhos práticos para futuros alpinistas
O Monte Everest é uma montanha que apresenta desafios sérios que não podem ser superados sem preparação e planejamento adequados. Qualquer pessoa que almeje esse objetivo deve analisar cuidadosamente suas intenções antes de participar de uma expedição.
Experiência prévia e boa forma física
Os alpinistas devem ter experiência em outras altas montanhas, de preferência com mais de 7,000 metros. O processo de treinamento deve começar de 6 a 12 meses antes, com ênfase em resistência, força e longas caminhadas com mochilas pesadas para desenvolver o vigor necessário para o dia da ascensão ao cume.
Preparação médica e física
O exame médico é necessário antes da expedição. Os alpinistas precisam certificar-se de que estão aptos a enfrentar a altitude elevada e as condições climáticas adversas. Medicamentos pessoais e vacinas também devem ser levados em consideração.
Equipamentos e acessórios
O equipamento especial exigido pelos alpinistas inclui um fato de penas, botas isolantes, crampons, um piolet, um capacete, luvas, óculos de proteção e um saco-cama com classificação de -40 °C. Também são necessários sistemas de oxigénio, máscaras sobresselentes e alimentos de alta energia. É imprescindível testar todo o equipamento durante o treino.
Logística e planejamento
É importante encontrar uma empresa de guias confiável. Antes da viagem, os alpinistas devem conhecer o plano da expedição, as medidas de segurança e os procedimentos de resgate.

Preparo mental e segurança
A escalada do Everest exige paciência, disciplina e tomada de decisões acertadas. Os alpinistas devem estar preparados para retornar caso a situação se torne insegura, e a segurança deve sempre ser a prioridade número um.
Conclusão
Escalada Monte Everest É considerada uma das tarefas mais difíceis do mundo. Não é apenas um teste de escalada, mas também um teste de aptidão física, força mental, planejamento e tomada de decisões.
O Everest é uma montanha extremamente arriscada devido à sua altitude extrema, temperaturas congelantes, ventos fortes e terreno acidentado. A escalada continua exigindo preparo e respeito pela montanha, apesar do uso de equipamentos modernos, cordas fixas, previsões meteorológicas e guias profissionais.
As pessoas que escalam montanhas com sucesso geralmente passam meses treinando, adquirindo experiência em grandes altitudes e preparando o equipamento adequado antes de iniciar a expedição. Elas também devem estar cientes dos perigos, observar as normas de segurança e tomar decisões sensatas durante a ascensão. Trabalho em equipe, aclimatação e paciência são a fórmula para alcançar o cume com segurança.
O Everest não é uma montanha fraca e incontrolável. Para aqueles que estão preparados, treinados e que respeitam a natureza, chegar ao cume do mundo pode ser uma conquista memorável. No entanto, as prioridades ao tentar essa escalada lendária são a segurança, a responsabilidade e a preocupação com o meio ambiente e com a comunidade Sherpa.
